
MPT-MS promove roda de conversa sobre desafios da maternidade no acolhimento de filhos LGBT+
Diálogo foi permeado por dúvidas, medos e necessidade de novos aprendizados
21/05/2026 - A partir da percepção de que muitas famílias não possuem um repertório necessário para lidar com experiências que fogem às normas sociais tradicionais, o Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul (MPT-MS) promoveu, nessa quarta-feira (20), a roda de conversa Maternidade e LGBTfobia: e se seu(sua) filho(a) for LGBT+?.
O encontro foi organizado pelo Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade, na sede da instituição em Campo Grande, com transmissão simultânea para outros integrantes na capital e interior do estado.

Também foi discutido o contexto histórico da diversidade no Brasil, por meio do qual Veridianna Queiroz sublinhou que gênero não é uma pauta exclusiva de minorias, mas um elemento constitutivo das relações sociais e estruturas de poder. Segundo a expositora, muitas famílias enfrentam dificuldade para compreender experiências que escapam de um contexto apresentado socialmente como normal, o que exige novos aprendizados e processos de transformação.
A roda de conversa contou ainda com reflexões sobre o papel das mães no acolhimento de filhos LGBT+, destacando a relevância de práticas como escuta ativa, comunicação respeitosa, uso correto do nome, tratamento natural do tema e proteção contra atos de violência dentro e fora do núcleo familiar.

Ao longo do evento, vários participantes compartilharam vivências pessoais que demonstram a importância de garantir que o lar seja um espaço de aceitação efetiva, pertencimento e respeito às diferenças.
Sobre o Comitê
O Comitê de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade do MPT-MS atua na promoção da igualdade de oportunidades, no combate a todas as formas de discriminação e no fortalecimento de uma cultura organizacional baseada no respeito à dignidade humana e na valorização da diversidade.
“Eventos assim ampliam nossa habilidade de refletir sobre a diversidade, pensar nos impactos da escuta familiar, discutir possibilidades de acolhimento e compartilhar experiências, dúvidas e perguntas que nos ajudem a pensar identidade de gênero para além do biológico, para além do essencialismo”, avalia a procuradora do Trabalho e coordenadora do comitê, Rosimara Delmoura Caldeira.
Fonte: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul
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Tags: Ministério Público do Trabalho, Coordenadoria de Promoção de Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho , Discriminação, Diversidade


























