Reunião discute pesquisa sobre tráfico de pessoas na fronteira

08/10/2015 – Em reunião realizada na segunda-feira, 5 de outubro, Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), Fórum de Trabalho Decente e Estudos sobre Tráfico de Pessoas (FTD-ETP) e Fundação de Apoio ao Desenvolvimento de Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado do Mato Grosso do Sul (Fundect) discutiram ações futuras do projeto de pesquisa sobre tráfico e migração de pessoas na fronteira em Mato Grosso do Sul.

O projeto está em andamento desde junho de 2014, quando foi firmado o termo de cooperação mútua entre as entidades parceiras. O estudo se propõe a analisar o tráfico de pessoas que atinge a população mais vulnerável ao migrar na região de fronteira em busca de trabalho.

A pesquisa é vinculada à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e à Universidade Católica Dom Bosco (UCDB) e conta com apoio do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Vestuário de Campo Grande.

O tráfico de pessoas é uma das formas modernas de violação de direitos que pode se destinar à exploração sexual, ao trabalho escravo e da remoção de órgãos, entre outras situações. Associado ao fenômeno da migração, especialmente em estados como Mato Grosso do Sul, que faz fronteira com Paraguai e Bolívia, o tráfico de pessoas vem despertando o interesse da comunidade nacional e internacional, na busca de mecanismos de enfrentamento.

Segundo o procurador do trabalho e coordenador do FTD-ETP, Cícero Rufino Pereira, "o MPT foi protagonista ao destinar recursos de termos de ajuste de conduta para o ensino e a pesquisa. No total, R$ 176 mil foram investidos nesse estudo", destacou. O papel da Fundect nesse processo é conceder apoio institucional, científico e normativo para incentivo aos projetos de pesquisa científica, tecnológica e de inovação. Até agora foram executados R$ 56,8 mil em ações que incluíram viagens à região de fronteira Brasil-Paraguai, principalmente Porto Murtinho, e fronteira Brasil-Bolívia, principalmente Corumbá, para entrevista com o público alvo da pesquisa.

Mulheres ribeirinhas do Pantanal
Durante a reunião, da qual participaram o diretor-presidente da Fundect, Marcelo Turine, a diretora científica, Marilda Bruno, o diretor do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), o pesquisador alemão Detlef Walde, e os professores do Câmpus do Pantanal da UFMS, Aguinaldo Silva e Beatriz Lima de Paula Silva, além do procurador do trabalho Cícero Rufino Pereira e a vice-coordenadora do Fórum Mulher, Márcia Paulino, também foram discutidas propostas de projeto para melhoria das condições de vida das mulheres ribeirinhas do Pantanal.

O pesquisador Detlef Walde falou sobre a descoberta do fóssil Corumbella werneri, o organismo multicelular mais antigo conhecido, em calcários na região de Corumbá. Walde é considerado o descobridor desse fóssil em 1980. De acordo com o pesquisador, o nome dado ao fóssil foi uma homenagem à cidade e quer dizer "a bela de Corumbá".

A proposta da pesquisa sugerida entre os presentes à reunião é resgatar a importância dessa descoberta da Corumbella para a história da terra e da região é promover projetos de geração de renda para as mulheres da região.

Cícero Rufino Pereira destacou que o objetivo, entre outros, da participação nesse encontro foi a prestação de contas parcial das ações já desenvolvidas no projeto de pesquisa MPT, FTD-ETP, UFMS, UCDB e Fundect, além de discutir a possibilidade de parcerias que abranjam também outras áreas do conhecimento, principalmente no que se refere à parceria MPT, FTD-ETP e Fundect.

Fonte: Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul
Informações: (67) 3358-3034/3035
www.prt24.mpt.mp.br | twitter: @MPT_MS

Tags: tráfico de pessoas

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